Um relatório da ONG internacional Human Rights Watch divulgado nesta quarta-feira (4) apontou que 72% da população mundial vive sob regimes autoritários, indicando um avanço autoritário global impulsionado pelo governo do presidente americano Donald Trump.
Análise dos Direitos Humanos em mais de cem países
O relatório mundial de 2026 da HRW analisa a situação dos direitos humanos em mais de cem países. Segundo a ONG, a democracia está em níveis semelhantes aos de 1985, com Rússia, China e até os Estados Unidos menos livres do que há duas décadas.
Classificações dos Regimes em Cinco Escalas
Os países são divididos em cinco categorias: autocracia fechada, autocracia eleitoral, autocracia zona cinzenta, democracia zona cinzenta, democracia eleitoral e democracia liberal, de acordo com critérios como eleições multipartidárias, liberdade de expressão e associação, entre outros. O Brasil é classificado como uma democracia eleitoral, enquanto Rússia e China são identificadas como autocracias.
Trump e o Avanço Autoritário
O primeiro ano do novo mandato de Trump é descrito como um avanço autoritário pela HRW, que destaca sua influência negativa e encorajamento a líderes autoritários. A pressão de China e Rússia também é apontada como fatores contribuintes para esse avanço.
Desrespeito aos Direitos Humanos na Era Trump
A HRW questiona a sobrevivência dos direitos humanos na era Trump, citando graves violações e desrespeito flagrante. O presidente dos EUA é acusado de minar direitos fundamentais, como a independência judicial, a privacidade e a confiança no processo eleitoral, além de retirar o país de acordos internacionais.
Reação Necessária dos Países
A HRW sugere que governos, movimentos sociais e instituições internacionais se unam para conter retrocessos e preservar a ordem internacional baseada em leis. Philippe Bolopion, diretor-executivo da ONG, ressalta a importância de uma aliança estratégica para enfrentar a tendência autoritária global.
Situação no Brasil
No contexto brasileiro, a HRW destaca a necessidade de enfrentamento a facções criminosas e a preocupação com questões de segurança, sugerindo uma reformulação nas políticas vigentes para lidar com esses desafios.
Fonte: https://g1.globo.com