A Justiça decidiu manter a prisão de Gutemberg Peixoto Alves de Souza, suspeito de matar e enterrar o corpo da própria filha no quintal de casa, em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo. A determinação foi feita durante uma audiência de custódia realizada na Vara Regional das Garantias, em Sorocaba (SP), nesta segunda-feira (2). O suspeito foi localizado e preso enquanto pescava em Tatuí (SP).
Prisão em cumprimento a mandado em aberto
Gutemberg Peixoto Alves de Souza estava foragido desde 2022 e possuía um mandado de prisão em aberto pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Ele foi abordado pela Guarda Civil Municipal de Tatuí (SP) enquanto pescava com uma tarrafa no lago da Praça Mário Coscia, ato considerado pesca predatória no local. Durante a abordagem, o suspeito forneceu um nome falso e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde sua verdadeira identidade foi descoberta, resultando em sua prisão.
Histórico do caso e descoberta dos restos mortais
Agata Gonzaga Peixoto Ferreira, de 17 anos, filha de Gutemberg Peixoto Alves de Souza, desapareceu em 2021, morando com o pai em Ilha Comprida. Em novembro de 2022, os restos mortais da jovem foram encontrados no quintal da residência onde viviam, envolvidos por uma rede e lenço. Inicialmente, Gutemberg afirmava que Agata havia decidido morar com a mãe em Itanhaém (SP), mas investigações revelaram contradições em sua versão.
Investigações e prisão do suspeito
A Polícia Civil reclassificou o caso como homicídio após a descoberta dos restos mortais, iniciando uma investigação que resultou no pedido de prisão de Gutemberg. O suspeito mudou sua versão dos fatos ao ser confrontado com evidências, levando à sua prisão enquanto pescava. Permanecendo detido, ele aguarda o desenrolar do processo judicial para responder pelos crimes dos quais é acusado.
Fonte: https://g1.globo.com