A noite da última terça-feira (9) celebrou a excelência do paradesporto brasileiro, com a consagração dos nadadores Carol Santiago e Gabriel Araújo, conhecido como Gabrielzinho, como os melhores atletas masculino e feminino de 2025 no prestigiado Prêmio Brasil Paralímpico. A dupla repetiu o feito do ano anterior, solidificando sua posição de destaque no cenário esportivo nacional. A cerimônia, que há 14 anos reconhece e homenageia os maiores talentos da temporada, foi realizada no sofisticado Tokio Marine Hall, na zona sul de São Paulo. O evento sublinha a importância crescente do paradesporto brasileiro, destacando a dedicação e as conquistas de atletas que servem de inspiração para milhões. Um total de 34 troféus foram entregues, pontuando uma noite repleta de emoção e reconhecimento.
Natação domina com Santiago e Gabrielzinho
O Prêmio Brasil Paralímpico de 2025 reafirmou a supremacia da natação brasileira com a dupla Carol Santiago e Gabriel Araújo. Ambos os atletas tiveram performances notáveis ao longo da temporada, culminando em vitórias expressivas no Campeonato Mundial de natação paralímpica, disputado em Singapura. Suas conquistas globais foram o alicerce para a repetição do prêmio de Melhores Atletas, um testemunho de sua consistência e dedicação incomparáveis.
Brilho nos mundiais e repetindo o feito
Gabriel Araújo, competidor da classe S2, caracterizada por atletas com maior comprometimento físico-motor, demonstrou sua versatilidade e força nas piscinas de Singapura. Ele conquistou medalhas de ouro nos 50 metros nado costas, 100 metros nado costas e nos 200 metros livre, performances que o estabeleceram como uma força imparável em sua categoria. Sua capacidade de dominar múltiplos estilos e distâncias é um reflexo do treinamento rigoroso e da paixão pelo esporte.
Carol Santiago, que compete na classe S12 (baixa visão), também deixou sua marca indelével no Campeonato Mundial. Sua agilidade e técnica a levaram a múltiplos ouros: nos 50 metros livre, 100 metros livre, 100 metros costas e no revezamento 4×100 medley, em uma prova adaptada para atletas com deficiência visual. A repetição da vitória de ambos no Prêmio Brasil Paralímpico, após também serem reconhecidos em 2024, ressalta não apenas a excelência individual de cada um, mas também o forte momento da natação paralímpica brasileira no cenário mundial.
Outras categorias e novos horizontes no esporte
A cerimônia do Prêmio Brasil Paralímpico não se limitou a reconhecer os principais nomes da natação, mas também destacou uma vasta gama de talentos e contribuições para o paradesporto. Diversas categorias foram premiadas, abrangendo desde a escolha popular até a revelação de novos talentos e a integração de novas modalidades, refletindo a expansão e a diversidade do movimento paralímpico.
Atleta da galera, treinadores e equipe em destaque
Um dos momentos mais aguardados da noite foi a revelação da Atleta da Galera, categoria em que o público vota por meio do site do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Pela primeira vez na história do prêmio, todas as seis finalistas eram mulheres, um marco significativo que celebra a força feminina no esporte paralímpico. A vitória coube à Verônica Hipólito, velocista da classe T36, para atletas com paralisia cerebral, que conquistou a admiração popular com sua trajetória inspiradora.
O trabalho fundamental dos bastidores também foi devidamente honrado. Fábio Antunes, treinador de Gabrielzinho, foi eleito o Melhor Técnico de modalidades individuais, um reconhecimento à sua expertise e dedicação em moldar campeões. Na categoria de Melhor Técnico de modalidades coletivas, o prêmio foi para Alessandro Tosim, que liderou a seleção feminina de goalball à vitória na Copa América, demonstrando a importância da liderança estratégica.
A nadadora Alessandra Oliveira foi aclamada como Atleta Revelação, um indicativo promissor para o futuro da natação paralímpica. Campeã mundial e recordista nos 100 metros peito da classe SB4, Alessandra representa a nova geração de talentos brasileiros. O Praia Clube, de Uberlândia (MG), recebeu o prestigioso Prêmio Loterias Caixa, concedido à equipe que mais se destacou em 2025, evidenciando o suporte institucional e o desenvolvimento de base.
Escalada estreia e outros vencedores
Uma das grandes novidades desta edição do Prêmio Brasil Paralímpico foi a inclusão da escalada entre os agora 25 esportes do cronograma paralímpico. A modalidade fará sua aguardada estreia nos Jogos de Los Angeles, em 2028, nos Estados Unidos, abrindo novas fronteiras para atletas com deficiência. Marina Dias, bicampeã mundial em 2025 e competidora da classe RP3 (atletas com limitações de alcance, força e potência devido à esclerose múltipla que afeta seu lado esquerdo do corpo), foi agraciada com o troféu, marcando um momento histórico para o esporte.
Além dos destaques já mencionados, uma constelação de talentos de diversas modalidades foi reconhecida. No atletismo, Jerusa Geber foi aclamada, enquanto Vitor Tavares brilhou no badminton. O basquete em cadeira de rodas reconheceu Sérgio Veiga, e a bocha aplaudiu Maciel Santos. A canoagem teve Fernando Rufino como destaque, e o ciclismo celebrou Sabrina Custódia. Na esgrima em cadeira de rodas, Jovane Guissone foi o vencedor, e Cristian Ribera levou o prêmio nos esportes de inverno. O futebol de cegos homenageou Raimundo Nonato, e o futebol PC (paralisados cerebrais) aplaudiu Vinícius Araújo. O goalball reconheceu André Dantas, e o halterofilismo premiou Tayana Medeiros. O hipismo teve Rodolpho Riskalla como destaque, e o judô celebrou Brenda Freitas. No remo, Gessyca Guerra e Michel Pessanha foram os vencedores. O rugby em cadeira de rodas teve Lucas Junqueira, e o taekwondo aplaudiu Ana Carolina Moura. O tênis de mesa premiou Sophia Kelmer, e o tênis em cadeira de rodas reconheceu Vitória Miranda. No tiro esportivo, Alexandre Galgani foi o vencedor, e o tiro com arco premiou Eugênio Franco. O triatlo celebrou Jéssica Messali, e o vôlei sentado homenageou Suellen Lima.
Prêmios especiais também foram entregues, como o Aldo Miccolis para Sílvia Grecco, Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, por sua dedicação. O Prêmio Braskem foi para Ricardo Mendonça, do atletismo, e a Memória Paralímpica homenageou a Associação Nacional de Desportos para Deficientes (Ande) e a Confederação Brasileira de Desportos para Atletas com Deficiência Intelectual (CBDI), destacando o legado e a importância dessas instituições para o desenvolvimento do paradesporto.
Um futuro promissor para o paradesporto brasileiro
A edição de 2025 do Prêmio Brasil Paralímpico mais uma vez reafirmou a força e a relevância do paradesporto brasileiro no cenário nacional e internacional. A celebração dos atletas, treinadores e instituições é um reconhecimento merecido ao esforço, à superação e à paixão que movem esses profissionais. A presença de nomes como Carol Santiago e Gabriel Araújo, que consolidam sua excelência, ao lado de revelações como Alessandra Oliveira e a inclusão de novas modalidades como a escalada, desenham um futuro vibrante e cheio de potencial. O evento não apenas celebra conquistas passadas, mas também inspira novas gerações e impulsiona o desenvolvimento contínuo do esporte adaptado no Brasil. É um lembrete poderoso de que a resiliência e a determinação podem levar a feitos extraordinários.
Perguntas frequentes
O que é o Prêmio Brasil Paralímpico?
O Prêmio Brasil Paralímpico é uma cerimônia anual organizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) que visa reconhecer e homenagear os melhores atletas, treinadores e instituições do paradesporto brasileiro em diversas modalidades e categorias, celebrando suas conquistas e contribuições ao longo da temporada.
Quem foram os principais vencedores de 2025 nas categorias gerais?
Os principais vencedores de 2025 como melhores atletas foram Carol Santiago (feminina) e Gabriel Araújo (masculino), ambos da natação. O prêmio de Atleta da Galera foi para Verônica Hipólito, do atletismo, e a Atleta Revelação foi Alessandra Oliveira, também da natação.
Qual foi a grande novidade desta edição do prêmio?
A grande novidade da edição de 2025 foi a inclusão da escalada entre as modalidades reconhecidas, com a premiação de Marina Dias. A escalada fará sua estreia como esporte paralímpico nos Jogos de Los Angeles em 2028, marcando um novo capítulo para o movimento paralímpico.
Para conhecer mais sobre a trajetória de superação e as conquistas dos atletas do paradesporto brasileiro, visite o site oficial do Comitê Paralímpico Brasileiro.