© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A Petrobras anunciou a comercialização do primeiro lote de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) produzido integralmente no Brasil. O volume inicial, de 3 mil metros cúbicos, foi destinado a distribuidoras que operam no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. A quantidade representa aproximadamente um dia do consumo total dos aeroportos do estado.

O SAF, produzido por coprocessamento no parque de refino da Petrobras, apresenta-se como uma alternativa ao querosene de aviação tradicional, sem demandar modificações nas aeronaves ou na infraestrutura de abastecimento. A estatal destaca o potencial da solução como um dos caminhos mais eficazes para a redução das emissões de poluentes no setor aéreo global.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, enfatizou que essa é uma solução estratégica que contribui para o cumprimento das metas de descarbonização do setor aéreo. Segundo ela, o SAF é um produto competitivo, que atende aos rigorosos padrões internacionais da aviação, e oferece ao mercado nacional a possibilidade de atender às demandas globais.

A partir de 2027, o uso de SAF em voos internacionais por companhias aéreas brasileiras se tornará obrigatório, em conformidade com as regras do programa Corsia da Organização da Aviação Civil Internacional (Icao). A Lei do Combustível do Futuro prevê a exigência progressiva do uso de SAF também nos voos domésticos.

O SAF comercializado pela Petrobras possui a certificação ISCC-Corsia, que atesta sua sustentabilidade e rastreabilidade. O combustível é composto por uma parcela de matéria-prima vegetal, como óleo técnico de milho (TCO) ou óleo de soja, processada juntamente com o querosene de base fóssil. A Petrobras afirma que essa parcela renovável pode reduzir as emissões líquidas de CO₂ em até 87%. A estatal garante que, apesar da origem diversificada, o produto final mantém as mesmas características químicas e de segurança operacional do querosene convencional.

A produção inicial do SAF ocorreu na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), localizada na Baixada Fluminense, que já possui certificação para a produção e comercialização do combustível. Atualmente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autoriza a Reduc a incorporar até 1,2% de matéria-prima renovável em sua rota de coprocessamento.

A Petrobras planeja expandir a produção para outras unidades. A Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos, São Paulo, já realizou testes. A Refinaria de Paulínia (Replan), também em São Paulo, e a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, têm previsão de iniciar as atividades comerciais em 2026.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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