A Polícia prendeu na última quinta-feira a quarta pessoa suspeita de envolvimento no assassinato de Laís de Oliveira Gomes Pereira, ocorrido em novembro deste ano, em Sepetiba, Zona Oeste. Jennyfer Lima da Silva é apontada como responsável por recrutar o executor do crime, Davi de Souza Malto, e indicar o piloto da moto utilizada na ação, Érick Santos Maria. A informação foi fornecida por Davi Malto, também preso sob suspeita de ter executado a vítima. Todos os quatro estão sob custódia.
Laís foi morta a tiros no dia 4 de novembro enquanto caminhava com seu filho menor em um carro de brinquedo.
Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, de 21 anos, já havia sido presa anteriormente sob a suspeita de ser a mandante do homicídio, supostamente contratando o assassinato por R$ 20 mil. Ela foi transferida para o presídio de Benfica, na Zona Norte, com a Justiça mantendo sua prisão.
A investigação aponta que o crime foi motivado por uma disputa pela guarda da filha de Laís, de 4 anos, sendo Gabrielle a atual companheira do ex-marido da vítima. Mensagens encontradas no celular de Gabrielle revelaram que ela havia manifestado a intenção de cometer o crime ao seu marido mais de um mês antes da execução.
Em uma troca de mensagens datada de 29 de setembro, Gabrielle expressou: “Te falar: queria matar demais a Laís. Deus me livre”. O marido, identificado como Lucas, respondeu que não valeria a pena, ao que Gabrielle respondeu com “Vms ve”.
De acordo com a investigação, Gabrielle teria ordenado a morte devido a uma obsessão em obter a guarda da filha mais velha de Laís. Para o Ministério Público e a Delegacia de Homicídios da Capital, a mensagem é considerada um indício inequívoco da intenção criminosa de Gabrielle.
A promotora Laíla Antonia Olinda de Magalhães afirmou que a execução premeditada, com disparos de arma de fogo em via pública, sem roubo e com a placa da moto coberta, aponta para um crime de mando. A promotora ainda acrescenta que a prova documental, aliada ao motivo passional, estabelece Gabrielle como a mentora intelectual do assassinato.
Laís foi morta com um tiro na nuca enquanto empurrava o carrinho do filho mais novo na Travessa Santa Vitória. O bebê não ficou ferido.
Segundo o delegado Robinson Gomes, responsável pelo caso, a investigação está “encerrada” em relação ao homicídio. Ele ainda mencionou que a investigação será desmembrada para apurar uma possível organização criminosa especializada em estelionato.
A polícia identificou trocas de mensagens entre Gabrielle e Laís pouco antes do assassinato, nas quais a suspeita perguntava sobre a localização e os planos da vítima. Os investigadores acreditam que essa comunicação pode ter sido utilizada para monitorar Laís e repassar informações aos executores. Gabrielle é descrita como controladora e possessiva em relação à filha de Laís, exigindo ser chamada de “mãe” pela criança e demonstrando um comportamento de “obsessão”. Laís Pereira tinha 25 anos quando foi morta.
Fonte: g1.globo.com