G1
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Uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na prisão de cinco pessoas e na apreensão de mais de 60 canetas emagrecedoras, durante fiscalizações realizadas na quarta-feira (3) em rodovias do Rio Grande do Sul. As ações ocorreram nas cidades de Triunfo, localizada na Região Metropolitana, e Caxias do Sul, na Serra Gaúcha.

A primeira apreensão aconteceu em Triunfo, na BR-386. Policiais abordaram uma caminhonete que seguia de Foz do Iguaçu, no Paraná, com destino a Porto Alegre. Durante a revista, os agentes encontraram uma bolsa no banco traseiro do veículo contendo 12 caixas com um total de 51 ampolas de tirzepatida. A PRF informou que o medicamento, fabricado no Paraguai, é de uso e comercialização controlados e não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Um homem e uma mulher foram detidos.

Em Caxias do Sul, a equipe da PRF localizou uma sacola térmica escondida em um dos assentos de um automóvel. Dentro da sacola, foram encontradas 11 ampolas do medicamento Tirzec 15. Assim como as ampolas apreendidas em Triunfo, este medicamento também não possuía autorização de importação regularizada pela Anvisa.

O motorista e as duas passageiras do veículo abordado em Caxias do Sul declararam aos policiais que haviam viajado ao Paraguai para adquirir mercadorias e medicamentos, apresentando notas fiscais e receituários médicos. No entanto, a PRF constatou que todos os documentos apresentavam a mesma caligrafia, levantando suspeitas de falsificação. Questionada, uma das passageiras admitiu que os receituários foram assinados e carimbados em branco.

A tirzepatida é o princípio ativo presente em medicamentos como o Mounjaro, comercializado no Brasil. Segundo a Anvisa, o medicamento é aprovado para o tratamento de diabetes tipo 2 e, quando combinado com uma dieta de baixa caloria e aumento da atividade física, também é indicado para o controle crônico do peso. A agência alerta que o uso sem acompanhamento médico pode acarretar riscos à saúde. No Brasil, apenas produtos registrados na Anvisa podem ser comercializados, e o uso exige prescrição médica.

Os cinco suspeitos deverão responder legalmente por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

Fonte: g1.globo.com