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Tainara Souza Santos, a mulher que teve suas pernas amputadas após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro até a Marginal Tietê, em São Paulo, passou por sua terceira cirurgia nesta terça-feira. Desta vez, o procedimento teve como objetivo realizar um enxerto no quadril.

A família informou que a cirurgia, que durou mais de seis horas, foi considerada um sucesso. Tainara, no entanto, permanece sedada para recuperação.

O motorista responsável pelo atropelamento, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, declarou à Polícia Civil que não percebeu ter atingido e arrastado Tainara. O interrogatório do suspeito de tentativa de feminicídio ocorreu na segunda-feira, um dia após sua prisão.

Em seu depoimento, Douglas alegou que nunca havia visto Tainara antes do incidente e que o atropelamento ocorreu enquanto tentava deixar o Bar do Tubarão, após uma briga. Ele afirma ter tentado defender um amigo que se desentendeu com um homem que estava com a vítima.

A versão de que o acusado não conhecia Tainara é consistente com a declaração que ele deu quando foi preso em um hotel na Vila Prudente. No interrogatório, Douglas disse que foi orientado por um advogado a esconder o carro em um local distante do ocorrido.

Durante a prisão, Douglas tentou tomar a arma de um policial e foi baleado. Já na viatura, ele teria afirmado que sua intenção era atropelar o acompanhante da mulher, que supostamente o havia ameaçado de morte.

Segundo o depoimento de Douglas, ele tentou defender seu amigo, foi atingido no rosto por uma garrafada e deixou o bar. Do lado de fora, continuou sendo ameaçado. Ao entrar no carro, teria visto o casal do outro lado da rua.

Ele também alegou que o veículo apresentava um problema mecânico devido ao impacto com Tainara e que acelerou para tentar sair do local. Douglas afirma que populares começaram a bater no carro, e ele fugiu em alta velocidade, sem perceber que Tainara estava presa sob o veículo.

Na Marginal Tietê, motoristas começaram a buzinar, e Douglas teria ouvido que havia uma mulher presa na parte traseira do carro. Ele parou metros à frente, perto de um posto de gasolina, mas fugiu a pé ao perceber que as pessoas tentavam abrir a porta do veículo.

Douglas contou que ligou para familiares, falou com um advogado e foi orientado a esconder o carro distante do local dos fatos. Ele deixou o veículo na garagem do ex-sogro e depois tentou se hospedar em hotéis afastados.

A Polícia Civil investiga se o atropelamento foi intencional e apura todas as circunstâncias da fuga e do resgate da vítima. O caso é tratado como tentativa de feminicídio motivada por extrema crueldade.

O crime ocorreu no sábado, após Tainara deixar o Bar do Tubarão. Testemunhas afirmam que Douglas avançou com o carro contra Tainara após uma discussão e que teria agido por ciúmes, após vê-la conversando com outro homem no bar.

Fonte: g1.globo.com

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