G1
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A fiscalização eletrônica em Goiânia foi interrompida a partir da última sexta-feira, com a suspensão dos serviços prestados pelo Consórcio Anhanguera Segurança. A medida drástica foi motivada pela falta de pagamento por parte da Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET), que acumula débitos referentes aos meses de junho, julho, agosto e setembro de 2025. O valor total da dívida ultrapassa R$ 7,8 milhões.

Em comunicado oficial, o consórcio Anhanguera Segurança justificou a paralisação como uma consequência inevitável da inviabilidade econômica gerada pelo montante em aberto. A empresa enfatizou que a retomada das atividades está diretamente condicionada à quitação integral de todas as faturas pendentes. A notificação extrajudicial sobre a situação havia sido encaminhada à SET ainda na segunda-feira anterior, alertando sobre o iminente desligamento dos serviços caso os pagamentos não fossem regularizados.

A Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET), por sua vez, comunicou que os pagamentos pendentes estão previstos para serem efetuados na próxima semana. A pasta assegura que a situação não afeta a continuidade da fiscalização eletrônica na cidade.

Além do Consórcio Anhanguera Segurança, o Consórcio Fiscaliza Gyn também presta serviços ao Centro de Controle Operacional (CCO) de Goiânia e enfrenta atrasos em seus pagamentos. Segundo informações, a prefeitura deve R$ 3,5 milhões ao Fiscaliza Gyn, referentes aos meses de junho a outubro de 2025. Entretanto, o Consórcio Fiscaliza Gyn informou que obteve, na quarta-feira, a liberação para emissão das notas fiscais pendentes, o que, segundo a empresa, afasta, por ora, a intenção de suspender os serviços.

O Centro de Controle Operacional (CCO) de Goiânia, inaugurado em março deste ano, integra câmeras e radares ao banco de dados das forças de segurança, visando otimizar o monitoramento e a segurança viária na cidade.

Fonte: g1.globo.com