A Polícia Civil divulgou nesta sexta-feira que o laudo oficial da Polícia Científica não detectou a presença de sêmen nas partes íntimas de Ana Alice Santos França, a menina de 11 anos que faleceu em Serrana, interior de São Paulo. Ana Alice, que residia com a mãe, irmãos e padrasto, foi hospitalizada no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e veio a óbito dois dias depois, em 13 de novembro.
O caso inicialmente foi tratado como tentativa de suicídio, justificado pela presença de um cordão de brinquedo enrolado no queixo da vítima. Contudo, médicos do HC identificaram material suspeito, semelhante a sêmen, no corpo da menina, levantando a suspeita de abuso sexual e notificando as autoridades.
O delegado responsável pelo caso, Marcelo Melo de Lima Garcia, informou que Ana Alice apresentava lesões na região genital e hematomas no pescoço. Diante disso, a Polícia Civil de Serrana abriu investigação por estupro de vulnerável.
Douglas Júnior Nogueira, padrasto da vítima, permanece como o principal suspeito e está sob prisão temporária. Ele nega qualquer envolvimento com o crime.
Segundo informações da polícia, outros resultados de exames periciais ainda são aguardados para a conclusão do inquérito.
No dia 11 de novembro, Ana Alice foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Serrana. O padrasto relatou à polícia que a encontrou desacordada em casa, por volta das 23h, quando se preparava para buscar a companheira, mãe da criança, no trabalho. A irmã de Ana Alice, que retornava da igreja, ajudou no socorro. No mesmo dia, a menina foi transferida para Ribeirão Preto.
O delegado informou que o padrasto concordou em fornecer amostras de sangue para comparação com o material genético encontrado no corpo da vítima.
O pai de Ana Alice, Flávio França, relatou ter sido informado por telefone pela ex-mulher sobre um suposto acidente sofrido pela filha.
A Polícia Civil aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) para determinar a causa da morte. A prisão temporária do padrasto foi decretada com base nos depoimentos já colhidos e em um vídeo feito por ele ao encontrar a menina desacordada.
Adicionalmente, a polícia investiga um segundo suspeito, cuja identidade não foi revelada.
Fonte: g1.globo.com