G1
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro expressou publicamente críticas à decisão judicial que determinou a execução de sua sentença. A reação imediata de filhos e advogados foi de forte oposição, com promessas de apresentação de recursos nos próximos dias.

Nos bastidores, entretanto, a notícia de que Bolsonaro permaneceria custodiado na superintendência da Polícia Federal trouxe alívio para sua equipe jurídica e familiares. Havia um temor real de que ele fosse transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, no complexo penitenciário da Papuda, local onde se encontra o seu ex-ministro da Justiça.

Apesar do alívio momentâneo, a defesa não desistiu do pedido de prisão domiciliar, embora reconheça que o momento atual não é propício para sua concessão. Existe uma expectativa de que, em um cenário futuro mais favorável, a solicitação seja reapresentada e, eventualmente, acatada. Contudo, persiste o risco de que Bolsonaro passe as festas de final de ano sob custódia na Polícia Federal.

Com a execução definitiva da sentença, o ex-presidente Bolsonaro buscará manter sua influência na eleição de 2026 por meio de seus filhos. A decisão judicial o torna inelegível pela terceira vez, estendendo o período em que não poderá concorrer a cargos eletivos até 2060.

A comparação com a situação de Lula em 2018 surge naturalmente. Mesmo preso, Lula conseguiu influenciar o processo eleitoral, indicando Fernando Haddad como seu candidato e o levando ao segundo turno. Agora, a questão é se Bolsonaro terá a mesma capacidade de escolher um candidato de direita competitivo. Ao contrário de Lula, Bolsonaro enfrenta pressões do Centrão para apoiar um nome específico, enquanto seus filhos defendem a participação de um membro da família na chapa, mesmo que como vice. Essa dinâmica demonstra que, em termos de poder de decisão sobre seu grupo político, Lula exercia maior controle na prisão.

No entanto, é inegável que Bolsonaro ainda detém um capital político significativo, que poderá ser um fator determinante nas próximas eleições.

Fonte: g1.globo.com