© Rovena Rosa/Agência Brasil
Compartilhe essa matéria

O Ministério da Saúde (MS) aprovou cinco Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) que visam a produção de medicamentos essenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS). As parcerias envolvem a futura Butantan Farma e empresas privadas, com foco na fabricação de antirretrovirais, medicamentos oncológicos e tratamentos para doenças raras.

A iniciativa foi anunciada durante uma reunião plenária do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, com a presença do Ministro da Saúde. Também participaram do encontro representantes do Instituto Butantan e da Fundação Butantan.

A Butantan Farma é a nova denominação da Fundação para o Remédio Popular Chopin Tavares de Lima (Furp), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou o projeto de lei que permite ao Instituto Butantan incorporar a Furp.

As parcerias estabelecidas envolvem as empresas privadas Cristália, Prati & Donaduzzi, Biocon Pharma e Nortec, Blanver e Cyg Biotech. O objetivo é expandir a produção de medicamentos para o tratamento de doenças raras, como fibrose cística e amiloidose; de oncológicos, para combater leucemias e carcinoma de células renais; e de remédios para doenças negligenciadas, incluindo antirretrovirais para o tratamento do HIV.

Durante o evento, o Ministério da Saúde também anunciou um investimento de R$ 15 bilhões no setor industrial e a formalização de um total de 31 novas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Essas medidas visam ampliar a produção nacional de produtos estratégicos para o SUS, aumentando a oferta de medicamentos e vacinas para a população brasileira.

A seleção de novos projetos de PDP, que envolve colaborações entre instituições públicas e privadas para a transferência de tecnologia para o país, havia sido interrompida desde 2017. O atual governo retomou essa iniciativa com o recebimento de um número recorde de 147 novos projetos em um chamamento público.

Entre as parcerias aprovadas, destacam-se:

Ivacaftor 150mg: Comprimido revestido para fibrose cística, desenvolvido em parceria com a Cristália, com produção prevista para após a expiração da patente em junho de 2026.
Tafamidis Meglumina 20mg: Cápsula mole para amiloidose, em parceria com a Prati & Donaduzzi, já sem proteção de patente.
Dasatinibe 20 e 100mg: Comprimido para Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) e Leucemia Mieloide Crônica (LMC), em parceria com a Biocon Pharma e Nortec, já sem proteção de patente.
Pazopanibe 200mg e 400mg: Comprimido revestido para carcinoma de células renais, desenvolvido em parceria com a Blanver e Cyg Biotech, já sem proteção de patente.
Dolutegravir 50mg + Lamivudina 300mg: Antirretroviral em comprimido para tratamento de HIV, em parceria com a Blanver e Cyg Biotech, com produção prevista para após a expiração da patente em abril de 2026.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br