O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu a visita de sua esposa, Michelle Bolsonaro, na tarde deste domingo, nas instalações da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Bolsonaro está sob prisão preventiva desde o último sábado.
Imagens capturadas por emissoras de televisão mostraram o ex-presidente acompanhando Michelle Bolsonaro até a saída do edifício onde está detido. A visita foi previamente autorizada por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em suas redes sociais, Michelle Bolsonaro pediu aos apoiadores do ex-presidente que continuassem em oração. “Deus não perdeu o controle de nada. Ele reina. Seu trono tem como fundamento a justiça e o juízo”, escreveu ela.
Michelle Bolsonaro estava no Ceará participando de um evento do Partido Liberal (PL) quando soube da prisão preventiva de seu marido. Ela interrompeu sua agenda no estado nordestino e retornou à capital federal no sábado à tarde.
Nas redes sociais, a ex-primeira-dama também relatou que a filha do casal estaria abalada com a situação: “Pedi para ele não desistir da Laura. Eu pedi para ele não desistir de nós e para ele continuar firme, porque eu estarei aqui ao lado dele, junto com vocês, que estão de pé orando, intercedendo para que tudo venha se resolver”.
Michelle Bolsonaro criticou um ministro do STF, alegando que ele “age com simbologia” ao determinar a detenção de seu marido no dia 22. Ela associou a data ao número do Partido Liberal e à multa aplicada à legenda.
Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal após decisão do ministro do STF. Na decisão, o ministro citou eventual risco de fuga, considerando a tentativa de violar a tornozeleira eletrônica e a vigília convocada por um filho de Bolsonaro nas proximidades da casa onde ele cumpria prisão domiciliar.
Na véspera da prisão, o ex-presidente tentou abrir a tornozeleira eletrônica, gerando um alerta para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal, responsável pelo monitoramento do equipamento. A defesa alega que Bolsonaro apresentou confusão e paranoia devido à interação de medicamentos e que colaborou com a troca do equipamento.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em uma ação penal, com a possibilidade de execução da pena nas próximas semanas. A Primeira Turma da Corte rejeitou recursos do ex-presidente e de outros acusados para reverter as condenações.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br