© Luiza Frazão/MS
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Uma rede nacional de hospitais e serviços de saúde inteligentes e de alta precisão será implementada no Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio foi feito nesta terça-feira (18), em Brasília, pelo Ministério da Saúde. A iniciativa visa modernizar o atendimento, combinando tecnologia avançada, alta especialização e colaboração internacional.

A proposta inclui a implantação de 14 unidades de terapia intensiva (UTIs) automatizadas, operando de forma interligada nas cinco regiões do país. Adicionalmente, será construído o Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), considerado o primeiro hospital inteligente do Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, outras oito unidades hospitalares serão modernizadas com a participação de universidades e secretarias de saúde. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a nova era de inovação para o SUS e a saúde do país, enfatizando que a iniciativa não se limita à construção de hospitais ou à modernização de UTIs já existentes, mas representa um movimento de incorporação tecnológica e parcerias de transferência tecnológica.

A rede faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que busca expandir o atendimento especializado na rede pública. Dados apontam que o uso de tecnologias como inteligência artificial e big data pode reduzir significativamente o tempo de espera por atendimento de emergência, além de otimizar diagnósticos e assistência especializada.

As UTIs inteligentes funcionarão de forma interligada em hospitais selecionados pelo Ministério da Saúde, em colaboração com gestores de 13 estados, nas cidades de Manaus, Dourados (MS), Belém, Teresina, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília.

O Ministério da Saúde esclareceu que os serviços serão totalmente digitais, com monitoramento contínuo e integração entre equipamentos e sistemas de informação. A tecnologia auxiliará na previsão de agravos, apoiará decisões clínicas, otimizará avaliações e facilitará a troca de conhecimento entre especialistas de diferentes regiões. As UTIs também estarão conectadas a uma central de pesquisa e inovação.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br