Um júri popular realizado em São Luiz do Paraitinga, São Paulo, na terça-feira, condenou Edcarlos Oliveira Rocha a uma pena de 66 anos, 2 meses e 16 dias de prisão em regime inicial fechado. A condenação se refere aos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e estupro de vulnerável, cometidos em Lagoinha, interior paulista.
O caso, que chocou a comunidade local, ocorreu em fevereiro de 2023, em uma área de mata da cidade. Edcarlos foi acusado de matar o ex-patrão por motivo fútil, utilizando meios cruéis e que impossibilitaram a defesa da vítima. Além disso, ele foi considerado culpado por sequestrar e manter em cárcere privado a filha do fazendeiro, uma menina, que também foi vítima de estupro.
O julgamento teve início pela manhã e se estendeu até a noite, com o interrogatório do réu, depoimentos de testemunhas e da vítima. O advogado da família das vítimas expressou satisfação com o veredito, afirmando que a justiça foi feita e que o resultado demonstra a força da prova e a seriedade do sistema judicial. Ele ressaltou que a pena aplicada é uma resposta necessária e proporcional à gravidade dos atos cometidos, buscando trazer algum conforto e encerramento à família da vítima, além de reafirmar à sociedade que crimes graves não ficarão impunes.
As autoridades prenderam Edcarlos em fevereiro de 2023, cerca de uma semana após o crime, em uma área de mata, após um extenso cerco policial na região. As investigações apontaram para o envolvimento do acusado nos crimes de homicídio, roubo, estupro de vulnerável, sequestro e cárcere privado, com agravantes de crueldade e recursos que impossibilitaram a defesa das vítimas.
Em abril de 2023, a justiça decretou a prisão preventiva de Edcarlos até o julgamento, além de solicitar a quebra de sigilo bancário do réu e de uma suposta namorada, sob suspeita de colaboração no crime. O júri popular, inicialmente agendado para outubro, foi adiado para novembro devido à alegação de um dos jurados de ser amigo do filho de uma das vítimas.
Segundo relatos da Polícia Militar, no dia do crime, a esposa do fazendeiro foi alertada por um funcionário sobre um suposto acidente com o marido. Ao se dirigir ao local indicado, ela encontrou o marido morto e foi surpreendida pelo ex-funcionário, que a enforcou, amarrou e amordaçou. Em seguida, o criminoso invadiu a casa principal, sequestrou a filha das vítimas e a levou para uma área de mata, onde a estuprou. A menina conseguiu escapar e buscar ajuda, enquanto a mãe se libertou das amarras e foi resgatada.
A polícia suspeita que o crime tenha sido motivado por um desentendimento entre o ex-funcionário e o fazendeiro em relação a um pagamento.
Fonte: g1.globo.com