Uma operação de fiscalização no Porto de Santos, no litoral paulista, resultou na apreensão de aproximadamente 1.858 toneladas de cobre, distribuídas em 73 contêineres. A carga, que tinha como destino final países da Ásia, foi retida após levantamento de suspeitas por parte das autoridades.
Investigações da Polícia Federal apontam para a emissão de notas fiscais com irregularidades, supostamente com o objetivo de viabilizar a liberação dos contêineres para exportação. A Receita Federal confirmou que a mesma empresa já havia efetuado outras remessas semelhantes através dos portos de Santos e Salvador.
De acordo com um auditor fiscal, a fraude praticada pelas empresas envolvidas pode resultar em um prejuízo de milhões de reais. As empresas podem ser responsabilizadas por tentativa de contrabando, crimes contra a ordem econômica e exploração irregular de recursos minerais. Caso as irregularidades sejam comprovadas, o material apreendido poderá ser leiloado.
O auditor fiscal ressaltou que o trabalho de investigação teve início ainda em 2024, na Alfândega do Pará, onde ocorreram diversas interceptações. A partir daí, as autoridades identificaram a atuação de grupos com a mesma prática fraudulenta também no Porto de Santos.
Em uma operação anterior, realizada na semana passada, foram apreendidas 135 toneladas de quartzo, incluindo cristais brutos, quartzo rosa e fumê, além de ametista, em cinco contêineres que também seguiam para a Ásia. As autoridades constataram que o material foi declarado com valor abaixo do mercado, o que resultou na apreensão de toda a carga.
Nos últimos dois meses, as apreensões de minérios no Porto de Santos somaram quase 3 mil toneladas, envolvendo 17 empresas e resultando em um prejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões.
A Receita Federal tem intensificado seus esforços para combater o lucro de organizações criminosas, proteger o patrimônio ambiental e impedir a comercialização internacional de recursos extraídos de forma ilegal. A fiscalização aduaneira visa enfraquecer toda a cadeia de garimpo ilegal, responsável por graves impactos ambientais.
Fonte: g1.globo.com