O Congresso Nacional realizou uma sessão solene nesta quarta-feira (12) para homenagear os quatro policiais que perderam a vida durante a Operação Contenção. A operação foi deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, no dia 28 do mês passado.
Familiares e amigos dos policiais militares Heber Carvalho da Fonseca e Clei Serafim Gonçalves, e dos policiais civis Rodrigo Velloso Cabral e Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho estiveram presentes na cerimônia. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e as polícias Militar e Civil do estado também foram homenageados.
O senador Ciro Nogueira, um dos autores da proposta de homenagem, destacou a importância de reconhecer a coragem e o mérito dos envolvidos na Operação Contenção. Ele classificou a ação como a mais letal já registrada no país, com 121 mortes, incluindo os quatro policiais homenageados.
Nogueira enfatizou a necessidade de homenagear a bravura dos policiais civis e militares que arriscam suas vidas no combate às organizações criminosas, defendendo a população. Ele ressaltou que o combate à violência deve ser direcionado aos criminosos, e não à população das comunidades.
O deputado federal Doutor Luizinho, coautor do requerimento, descreveu a Operação Contenção como um marco no enfrentamento à criminalidade e na defesa da ordem pública. Ele expressou orgulho pelo Rio de Janeiro voltar a ser protagonista no combate às facções criminosas.
De acordo com o governo do Rio de Janeiro, a operação resultou na apreensão de 93 fuzis e na detenção de 113 pessoas acusadas de envolvimento com o crime organizado. No entanto, apenas 20 dos 100 mandados de prisão foram cumpridos.
O principal alvo da operação, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca e apontado como um dos líderes do Comando Vermelho, não foi encontrado e permanece foragido. Apesar disso, o governador Cláudio Castro classificou a operação como um sucesso, declaração que contrasta com críticas de entidades de defesa dos direitos humanos, associações de moradores e especialistas que a consideraram ineficaz. A Anistia Internacional classificou a Operação Contenção como desastrosa.
Durante a sessão solene, o governador Cláudio Castro reiterou que as únicas vítimas da Operação Contenção foram os policiais mortos e feridos. Ele também criticou os limites estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal para operações policiais em comunidades carentes, conforme a ADPF das Favelas.
Castro mencionou pesquisas de opinião pública que indicam o apoio da população a iniciativas como a Operação Contenção. Ele ressaltou que, apesar das críticas, a operação serviu para demonstrar que há um lado claro na luta contra o crime.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br