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O Ministério Público (MP) solicitou à Justiça o leilão antecipado de dois imóveis avaliados em mais de R$ 3,7 milhões, pertencentes à influenciadora Ana Paula Ferreira Duarte, conhecida como Ana Pink, e ao seu ex-marido, Maiclérson Gomes da Silva, ambos residentes em Ribeirão Preto, São Paulo.

A medida surge em decorrência de uma condenação anterior do casal por envolvimento em um esquema fraudulento de empréstimos consignados, utilizado para a lavagem de dinheiro. Além das penas de prisão, a Justiça determinou o confisco de R$ 11,4 milhões do patrimônio do casal, iniciando um processo de leilão dos bens apreendidos.

De acordo com a Promotoria de Justiça, dois imóveis específicos – uma residência localizada em um condomínio no distrito de Bonfim Paulista e um escritório situado na Avenida Independência, onde funcionava a empresa do casal – enfrentam um risco crescente de perda de valor devido ao acúmulo de dívidas que ultrapassam os R$ 230 mil. Estas dívidas incluem pendências tributárias e questões trabalhistas, que aumentam continuamente devido a juros e correção monetária.

O MP argumenta que existe um risco real de que os bens apreendidos sejam consumidos pelas dívidas relacionadas à propriedade e ao uso dos mesmos. Diante disso, a antecipação da venda desses bens é considerada necessária para evitar maiores prejuízos.

As defesas de Ana Pink e Maiclérson se opõem ao leilão antecipado, classificando-o como uma medida extrema e irreversível, que poderia resultar na negociação dos imóveis por valores abaixo do mercado. Como alternativa, sugerem medidas como o aluguel dos espaços para quitar as dívidas existentes.

A decisão final sobre o pedido de leilão antecipado está pendente de manifestação da Justiça.

Ana Pink e Maiclérson foram condenados por envolvimento em um esquema de empréstimos consignados fraudulentos, direcionado principalmente a aposentados. Através da lavagem de dinheiro, o casal obteve ilegalmente mais de R$ 10 milhões. O caso ocorreu em 2022. A influenciadora estava em prisão domiciliar desde abril de 2023, mas retornou à prisão em agosto deste ano, após descumprir medidas cautelares. Maiclérson respondia ao processo em liberdade, mas foi preso em outubro sob suspeita de usar dinheiro falso para pagar combustível. Ambos negam as acusações de golpe.

O Ministério Público justifica o pedido de leilão antecipado dos imóveis devido ao acúmulo de dívidas. A casa no condomínio, avaliada em mais de R$ 2,1 milhões, possui débitos de IPTU não pagos entre 2022 e 2023, totalizando R$ 11,7 mil. Já a loja, avaliada em mais de R$ 1,5 milhão, acumula mais de R$ 12 mil em dívidas de IPTU desde 2021, despesas condominiais não quitadas que ultrapassam os R$ 86 mil (acumuladas entre dezembro de 2022 e janeiro de 2025), e uma averbação de penhora para saldar uma dívida trabalhista de R$ 120,3 mil.

Fonte: g1.globo.com

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