Após doze meses de escalada, a cidade de Santos registrou uma diminuição de 0,26% no índice de consumidores inadimplentes no mês de setembro. O levantamento, que abrange débitos com instituições bancárias, estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços e contas essenciais como água, energia elétrica e comunicação, foi realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Santos Praia). No mês anterior, agosto, o indicador havia apresentado um aumento de 0,75%.
A pesquisa aponta que o valor médio da dívida por consumidor negativado em Santos é de R$ 6.241,55. A maior parte dos devedores se encontra na faixa etária entre 50 e 64 anos, representando 24,59% do total. A distribuição por gênero revela que as mulheres correspondem a 52,59% dos inadimplentes, enquanto os homens representam 47,41%.
A análise setorial das dívidas revela a seguinte distribuição: 80,89% dos débitos são referentes a bancos, 8,58% a outros setores não especificados, 4,12% a serviços de comunicação, 3,84% a contas de água e luz, e 2,57% ao comércio.
Em comparação com outros recortes geográficos, a região Sudeste apresentou uma queda de 0,35% na inadimplência, enquanto o Brasil registrou um aumento de 0,21%.
Ao comparar setembro de 2025 com setembro de 2024, observa-se um aumento acumulado da inadimplência em diferentes níveis: 7,03% em Santos, 7,54% no Sudeste e 8,91% no Brasil.
Em relação ao número de dívidas, houve uma redução de 0,42% em setembro em comparação com agosto, um recuo menor do que o observado no Sudeste (0,60%) e maior do que a média nacional (0,05%). Contudo, na comparação anual, verificou-se um aumento de 13,93% em Santos, 14,13% no Sudeste e 15,07% no Brasil.
Em termos absolutos, cada consumidor inadimplente em Santos possuía, em média, 2,267 dívidas em atraso no mês de setembro. Esse número é inferior à média do Sudeste (2,271) e superior à média nacional (2,225). A pesquisa também detalha a distribuição dos valores das dívidas: 23,31% dos consumidores devem até R$ 500; 11,83% devem entre R$ 500,01 e R$ 1.000; 18,60% devem entre R$ 1.000,01 e R$ 2.500; 22,90% devem entre R$ 2.500,01 e R$ 7.500; e 23,36% devem acima de R$ 7.500.
De acordo com a CDL, o tempo médio de atraso das dívidas é de 29,4 meses (aproximadamente 2 anos e 4 meses), com 36,47% dos inadimplentes possuindo dívidas em atraso entre 1 e 3 anos.
Fonte: g1.globo.com