Osasco se destacou em um levantamento recente, figurando entre os três municípios com melhor avaliação no Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP). O estudo, divulgado pelo Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP), analisou dados de 13 cidades, incluindo 11 que integram o Consórcio CIOESTE.
Na avaliação geral, Osasco conquistou o segundo lugar com uma nota de 75,6, ficando atrás apenas da capital paulista (76,3). Itapevi (63,1) e São Roque (58,9) completam as primeiras posições. O levantamento, que contou com apoio técnico e metodológico da Transparência Internacional – Brasil, classificou sete cidades do Cioeste com nota “ruim” e outras três como “regular”.
O ITGP também apresentou análises específicas sobre Adaptação Climática e Saúde, revelando desafios estruturais na transparência da região metropolitana de São Paulo. No quesito adaptação climática, Osasco ficou em quarto lugar, com 61,9 pontos. O principal ponto crítico identificado foi a “comunicação e participação”, com uma média abaixo de 25 pontos, evidenciando a falta de canais e práticas para que a sociedade acompanhe e influencie as políticas de adaptação climática. Apesar disso, Osasco se destaca por ser um dos poucos municípios a divulgar informações sobre Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil.
Na área da Saúde, Osasco obteve uma classificação “boa” e liderou o ranking com 73,4 pontos, superando a capital (70,6), Barueri (65,5) e Itapevi (62,9). No entanto, o relatório aponta que a dimensão mais frágil é a “transparência e abertura de dados”, com uma média de pouco mais de 30 pontos, demonstrando a necessidade de maior acesso a dados públicos sobre recursos, contratos e serviços do setor. O levantamento revela que dez secretarias de Saúde entre as 13 analisadas não divulgam dados detalhados sobre filas de espera para agendamento de consultas e exames.
O estudo também destaca a falta de transparência em relação às obras públicas na região oeste da Grande São Paulo. A dimensão que avalia o planejamento, execução e monitoramento de obras públicas, incluindo aspectos ambientais e participação social, apresenta grandes lacunas. A transparência financeira e orçamentária também é apontada como uma fragilidade, com uma média abaixo de 40 pontos.
O ranking 2025 do ITGP avaliou 329 prefeituras em 11 estados, com o objetivo de analisar práticas de transparência, integridade, participação social, dados abertos e combate à corrupção nos entes subnacionais brasileiros. Para a avaliação, foram analisados mais de 100 critérios, distribuídos em doze dimensões, em uma avaliação geral e dois módulos temáticos. A metodologia incluiu coleta de dados em sites oficiais e redes sociais, com uma etapa de revisão para contestação e ajustes por parte das prefeituras.
Fonte: jornaldigitaldaregiaooeste.com.br