G1
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Uma mulher acusada de racismo contra um menino de 12 anos durante uma partida de futebol em Guaratinguetá, São Paulo, foi liberada pela Justiça após audiência de custódia no domingo (19). O Tribunal de Justiça concedeu liberdade provisória à acusada, impondo medidas cautelares que não foram divulgadas.

O incidente ocorreu durante um jogo do Campeonato Paulista sub-12 entre Manthiqueira e Corinthians. A partida foi interrompida após o jovem atleta denunciar ter sido alvo de ofensas racistas, incluindo xingamentos como “preto”, “sem família” e “filho da p”. O árbitro da partida registrou em súmula que o menino se sentou no campo, relatando que as ofensas partiram de torcedores do Corinthians.

Após a denúncia, a polícia militar conduziu a torcedora apontada como responsável, seu companheiro, os responsáveis pelo garoto e um gandula que testemunhou o ocorrido à delegacia. O delegado da Polícia Civil, Fábio Cabett, declarou que a torcedora foi presa em flagrante, considerando os elementos da súmula e os depoimentos colhidos.

No Boletim de Ocorrência, a mulher negou as acusações, alegando que desavenças anteriores relacionadas ao futebol motivaram a situação. Ela manifestou o desejo de processar a mãe do menino por ameaça.

A torcedora foi indiciada por praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A pena para esse crime varia de um a três anos de reclusão e multa.

A Federação Paulista de Futebol (FPF), responsável pela organização do campeonato, expressou seu repúdio ao ato racista. Em nota, a FPF reforçou que não tolera a participação de racistas em suas competições, especialmente quando o alvo é uma criança. O Manthiqueira também se manifestou nas redes sociais, enfatizando que racismo não deve ser tolerado, principalmente contra crianças de 12 anos. O Sport Club Corinthians Paulista lamentou o ocorrido, reforçando seu repúdio a qualquer ato discriminatório e se colocou à disposição das autoridades para colaborar na investigação.

Em setembro deste ano, a FPF lançou a campanha “-Ódio +Futebol” e fechou os portões para o público em 144 jogos de competições de base disputadas no estado em virtude do mau comportamento de torcedores nas arquibancadas.

Fonte: g1.globo.com