© Sanae Takaichi/Wihipédia
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A conservadora Sanae Takaichi está cada vez mais próxima de se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do Japão. Um acordo firmado nesta terça-feira, dia 21, com o Partido da Inovação (Ishin), legenda de direita, fortaleceu significativamente sua candidatura.

A parceria entre Takaichi e o Ishin resulta em um total de 231 assentos na câmara baixa do Parlamento, aproximando-se da maioria necessária para vencer a votação parlamentar que definirá o próximo primeiro-ministro. Para alcançar a vitória, faltam apenas dois assentos, tornando a contagem quase suficiente para garantir a eleição de Takaichi.

“Estou ansiosa para trabalharmos juntos, em um esforço para fortalecer a economia do Japão e transformar o país”, declarou Takaichi durante a assinatura formal do pacto de coalizão com os líderes do Ishin, o governador de Osaka, Hirofumi Yoshimura, e o chefe do Parlamento, Fumitake Fujita. O acordo estabelece prazos e a adoção de políticas específicas, conforme anunciado previamente por Fujita.

A perspectiva de um pacto que poderia impulsionar os gastos governamentais gerou reações no mercado financeiro, enfraquecendo o iene, a moeda local, e impulsionando as ações a um patamar recorde. O índice de ações Nikkei encerrou o dia com alta de 3,4%.

Em um eventual segundo turno na votação do Parlamento, Takaichi necessitará apenas da maioria dos votos, não da totalidade dos parlamentares. No entanto, para governar de forma eficaz, será necessário buscar o apoio de outros grupos de oposição, especialmente para aprovar o orçamento suplementar em pauta.

Em troca do apoio do Ishin, o segundo maior partido de oposição do Japão até então, Takaichi prometeu avançar com a agenda da legenda, que inclui um corte de 10% no número de parlamentares e a suspensão, por dois anos, de um imposto sobre o consumo de alimentos.

O acordo foi selado dez dias após o fim da coalizão de 26 anos entre o Partido Liberal Democrata (LDP) e o Komeito, motivado pela escolha de Takaichi como nova líder do partido governista.

A abrupta saída do Komeito desencadeou negociações entre os partidos de oposição, incluindo o Ishin, o que poderia ter inviabilizado as ambições de Takaichi e retirado seu partido do poder pela primeira vez em mais de uma década. No entanto, a decisão do Ishin de apoiar o LDP afastou essa ameaça.

Takaichi tem defendido um aumento nos gastos e cortes de impostos com o objetivo de proteger os consumidores do aumento da inflação, além de criticar a decisão do Banco do Japão de elevar as taxas de juros.

“As expectativas em relação às políticas econômicas de Takaichi, que incluem expansão fiscal e flexibilização monetária, parecem estar facilitando o aumento dos preços das ações e o enfraquecimento do iene”, comentou Fumika Shimizu, estrategista da Nomura Securities.

Apesar do apoio, alguns analistas ponderam que o Ishin, conhecido por defender cortes orçamentários, pode restringir algumas das ambições de gastos de Takaichi.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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