A histórica e inédita pandemia da Covid-19 é um desafio para a sociedade como um todo. Mas, além dos esforços de amplas camadas da população, uma parcela dela precisou se desdobrar ainda mais para realizar seu trabalho diante de uma crise sanitária até então de causas desconhecidas e efeitos fatais: a dos assistentes sociais, que ao lado dos médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem, não só estiveram envolvidos diretamente na guerra contra o novo coronavírus, mas atuaram como infantaria na linha de frente das batalhas.

Não é exagero comparar os esforços de combate ao novo coronavírus a uma guerra. Até hospitais de campanha entraram em cena nas grandes cidades brasileiras. É a rotina de um deles – o Hospital de Retaguarda do Jardim Paulista, de Barueri, que agora está registrada nos anais do I Congresso Brasileiro de Serviços Sociais em Cuidados Paliativos. O evento, realizado há um ano em São Paulo, anunciou no início deste mês de dezembro e publicou em seus anais os artigos aprovados no evento.

Paciente e família

De autoria das assistentes sociais Danila Martins Martelli e Cleomarta de Jesus Marques, o artigo “O serviço social no contexto de atendimento ao paciente hospitalizado por Covid-19” aborda os trabalhos desenvolvidos pelas assistentes sociais do hospital, não apenas com relação aos pacientes propriamente ditos, mas também a suas famílias.

“A atuação do serviço social teve como princípio o acolhimento, pois percebemos que o distanciamento dos familiares e o medo seriam minimizados ao estabelecer uma relação de confiança, empatia e comprometimento”, escreveram as profissionais no paper aprovado no Congresso, cuja próxima edição está programada para 2024.

Danila destaca que um dos diferenciais do trabalho foi o estabelecimento de um sistema de comunicação entre os familiares e os pacientes internados. “Como não havia visita, criamos uma rotina de contatos entre o paciente e seus parentes, com as visitas virtuais (videochamadas) pelo Whatszapp, entre outros procedimentos”, explicou a assistente social.

Estratégias de conforto

A assistente social destaca que, com relação aos pacientes mais críticos, o contato com a família se dava conforme a evolução da doença. “As estratégias adotadas garantiram conforto no processo de morte, atendimento centrado no paciente e familiares, nos aspectos físicos, espirituais e psicossociais, além de atuar com equipe multidisciplinar”, relata o artigo.

A coautora do artigo, Cleomarta, disse que foram feitas entrevistas com os pacientes e suas famílias, de modo a assegurar um contato adequado num momento tão delicado. “Tentávamos entender a ansiedade dos pacientes e de seus familiares e buscamos conciliar as normas administrativas, boletins e visitas virtuais da melhor maneira possível”.

Conforme Cleomarta, o resultado da experiência foi bastante positivo. “Foi um grande desafio, tanto profissional quanto pessoal. A cada alta de um paciente recuperado fazíamos uma celebração”, completou.

Eduardo Luiz Correia – 8/12/2022
Crédito da foto – Fernando Foca / Secom

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