A economia brasileira registrou um crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, em comparação com o trimestre anterior. Este resultado, embora considerado estável pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marca o 17º trimestre consecutivo de expansão.
Em relação ao mesmo período de 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) do país, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos, apresentou um aumento de 1,8%. No acumulado dos últimos quatro trimestres, a expansão do PIB alcançou 2,7%.
Os dados divulgados indicam que o PIB atingiu a marca de R$ 3,2 trilhões.
Analisando os setores da economia, a indústria se destacou com o maior crescimento (0,8%), seguida pela agropecuária (0,4%). O setor de serviços, que possui o maior peso no cálculo do PIB, apresentou um desempenho praticamente estável, com um leve aumento de 0,1%.
Dentro do setor de serviços, algumas atividades se sobressaíram: transporte, armazenagem e correio (+2,7%); informação e comunicação (+1,5%); e atividades imobiliárias (+0,8%). A analista do IBGE, Claudia Dionísio, explicou que o desempenho do setor de transportes está ligado ao escoamento da produção extrativa mineral e agropecuária. O comércio também registrou um avanço de 0,4% no trimestre.
No setor industrial, as indústrias extrativas (+1,7%), a construção (+1,3%) e as indústrias de transformação (+0,3%) apresentaram crescimento. Em contrapartida, o segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos recuou (-1,0%).
No que se refere às despesas, o consumo das famílias permaneceu praticamente estável (0,1%), enquanto o consumo do governo apresentou um aumento de 1,3%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mensura o aumento da capacidade produtiva do país através de investimentos, subiu 0,9%.
O PIB é uma ferramenta essencial para analisar o comportamento da economia de um país, estado ou cidade, permitindo também comparações em nível internacional. Sua metodologia de cálculo envolve diversas pesquisas setoriais, abrangendo comércio, serviços e indústria, com o objetivo de evitar a dupla contagem. O valor dos bens e serviços finais que compõem o PIB é medido pelo preço final ao consumidor, incluindo os impostos incidentes. Apesar de ser um indicador importante, o PIB não reflete fatores como a distribuição de renda e as condições de vida da população.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br