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A 11ª edição da Festa Literomusical de São José dos Campos (Flim) está sendo realizada neste fim de semana no Parque Vicentina Aranha, mas o movimento tem sido notavelmente menor em comparação com edições anteriores. Em um sábado à tarde, o fluxo de pessoas no parque não se diferenciava muito de outros dias comuns, contrastando com a agitação típica do evento.

Originalmente agendada para setembro, a Flim foi adiada após o veto do prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias, à participação da jornalista Milly Lacombe, gerando controvérsia e cancelamentos em massa de participantes.

Com uma nova programação, a festa foi remarcada e aberta na sexta-feira com um show do ator Silvero Pereira, que já estava confirmado antes do veto. Apesar da presença do público, o número de pessoas foi inferior ao registrado em edições passadas.

No sábado, a situação se repetiu, com um público menor do que o habitual. Em anos anteriores, a rua em frente ao parque era fechada para acomodar as atividades culturais, mas neste ano o trânsito de carros permaneceu liberado.

Dentro do parque, foram montados espaços para atividades infantis, uma área de literatura infantil, um local para exposição de livros de artistas locais, barracas de alimentação e um palco para as mesas principais e shows.

Camila Moraes, engenheira de São José dos Campos e frequentadora assídua da Flim há mais de cinco anos, comentou: “Em outros anos, estava mais cheio. Mas acho importante vir porque é um evento importante para a cultura.”

Escritores locais também notaram a diferença na quantidade de público e esperam que mais pessoas prestigiem o evento. Wagner Marcílio, escritor joseense com 13 publicações, expressou a importância da Flim para a sociedade e para a visibilidade dos artistas locais. “Fomentar a leitura é muito bom. A Flim já vem de anos trazendo essa coisa presença caseira. Acaba dando visibilidade para nós”, disse Wagner. Ele acrescentou: “Este ano, estou sentindo ainda um pouco parado. Acredito que faltou algumas atividades, por exemplo, nas ruas fechadas para realmente impulsionar o que está acontecendo. Eu estou sentindo, sim, menos movimento do que nas outras versões. A gente sempre espera que venha mais público. Que as pessoas sintam o prazer e a vontade de vir conhecer tudo que vai acontecer aqui.”

A programação da Flim continua durante o sábado e o domingo, com mesas literárias e outras atividades.

O adiamento da Flim ocorreu após o veto à jornalista Milly Lacombe, seguido por uma onda de cancelamentos de participantes. Três curadoras e 16 autores retiraram seu apoio em protesto à decisão do prefeito, que justificou o veto com base em declarações da jornalista sobre o conceito de família tradicional. A Flim é uma feira literária que oferece diversas atividades gratuitas, como mesas literárias, lançamentos de livros, rodas de conversa e shows. Ao longo de suas dez edições, o evento já contou com a participação de mais de 300 escritores, incluindo nomes nacionais e internacionais.

Fonte: g1.globo.com

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