G1
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Uma vasta operação policial deflagrada nesta segunda-feira (17) expôs a complexidade do mercado ilegal de celulares roubados no Brasil. A ação cumpriu mais de 130 mandados de busca e apreensão em 11 estados, revelando um intrincado esquema que envolve desde o desbloqueio remoto dos aparelhos até a revenda em lojas físicas.

A investigação teve início com a prisão, em maio de 2025, de um homem identificado como Alan Gonçalves, na Baixada Fluminense. Ele oferecia, online, um curso para desbloquear celulares roubados, além de prestar o serviço remotamente. De acordo com a polícia, Gonçalves se gabava de conseguir desbloquear alguns aparelhos em apenas 40 segundos, demonstrando habilidade em burlar a segurança de sistemas operacionais desatualizados.

A partir da prisão de Gonçalves, a Polícia Civil do Rio de Janeiro mapeou uma extensa rede de clientes espalhada por todo o país. A operação desta segunda-feira teve como alvo principal lojas suspeitas de revender celulares desbloqueados ilegalmente. As ações se concentraram em cidades como Blumenau, Santa Catarina; Ariquemes, em Rondônia; e Governador Archer, no Maranhão, onde foi apreendido um equipamento utilizado para o desbloqueio dos aparelhos. No total, 32 pessoas foram presas e aproximadamente 2,5 mil celulares foram apreendidos durante a operação.

As autoridades alertam que a compra de celulares roubados configura crime de receptação. Para evitar cair nesse golpe, é fundamental desconfiar de preços muito abaixo do mercado e verificar a origem do aparelho antes de concluir a compra. A checagem pode ser feita no site da Anatel, informando o número de identificação do celular (IMEI) para verificar se há alguma restrição.

No entanto, essa verificação só é possível se a vítima registrar um boletim de ocorrência informando o IMEI do aparelho. Em 2024, as delegacias brasileiras registraram mais de 900 mil celulares furtados ou roubados, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. As autoridades enfatizam a importância de registrar o boletim de ocorrência e fornecer o IMEI, que pode ser obtido junto à operadora de telefonia, para facilitar a recuperação do aparelho e a identificação dos criminosos.

Fonte: g1.globo.com