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No segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os participantes enfrentarão um desafio significativo: 90 questões de múltipla escolha, com metade delas dedicadas à Matemática. A prova, conhecida por sua extensão, exige não apenas conhecimento, mas também uma estratégia de resolução eficaz para otimizar o tempo e garantir um bom desempenho.

A prova de matemática se destaca por apresentar “questões contextualizadas, com forte ênfase em leitura de gráficos e tabelas, modelagem de situações do cotidiano e resolução de problemas”, conforme especialistas.

Diante de um limite de 5 horas para responder a todas as questões – as outras 45 são de Ciências da Natureza, abrangendo biologia, física e química –, o gerenciamento do tempo se torna crucial. Uma sugestão é alocar aproximadamente 2 horas e 30 minutos para a parte de matemática, dividindo esse período em três etapas distintas:

Primeira etapa (1h a 1h10): Concentrar-se nas questões mais diretas e de menor complexidade, como as que envolvem proporção e porcentagem, interpretação de gráficos e funções lineares. É importante identificar e marcar as questões mais desafiadoras para serem retomadas posteriormente.

Segunda etapa (1h10 a 1h20): Dedicar-se às questões de geometria que exigem desenhos e às que abordam funções quadráticas e exponenciais.

Terceira etapa (tempo restante): Reservar este tempo para as questões de estatística e probabilidade, bem como para aquelas que demandam uma leitura mais atenta e aprofundada.

Algumas dicas adicionais podem auxiliar na busca por um melhor desempenho:

Priorize questões de nível fácil. Essa recomendação, válida para todo o Enem, é particularmente relevante em matemática. Assegurar acertos nas questões consideradas fáceis e médias antes de se aventurar nas mais difíceis é uma estratégia fundamental para maximizar a pontuação.

Identifique padrões nos exercícios. A habilidade de reconhecer padrões que podem ser aplicados em diferentes contextos agiliza a resolução de questões, especialmente aquelas que envolvem proporção, função e média ponderada.

Em geometria, faça rascunhos das figuras. Um esboço bem feito, com as unidades anotadas, pode reduzir erros relacionados a área e volume.

Utilize a “regra 2-2-1″ para evitar se prender em uma única questão. Se, após dois minutos, o candidato não tiver uma ideia clara de como resolver o problema e, após duas tentativas, o caminho ainda parecer obscuro, é recomendável marcar a questão e seguir para a próxima, retornando a ela ao final da prova.

Realize uma “checagem dimensional”. Antes de marcar a alternativa escolhida, verifique se a ordem de grandeza da resposta faz sentido dentro do contexto do problema. Isso ajuda a evitar erros comuns, como esquecer de converter unidades ou trocar escalas. Por exemplo, se a questão pede a área, a resposta deve estar em unidades quadradas (m², cm²). Se o que se busca é o volume, a resposta deve estar em unidades cúbicas (m³, cm³).

Os temas mais recorrentes em matemática no Enem incluem grandezas e medidas, estatística e probabilidade, geometria plana e espacial, e funções.

A metodologia de correção da prova de matemática, conhecida como Teoria de Resposta ao Item (TRI), valoriza a consistência do candidato. Isso significa que acertar questões fáceis e médias de forma consistente resulta em uma nota mais alta do que acertar apenas as questões mais difíceis. A TRI interpreta que o candidato que acerta apenas as questões difíceis pode ter obtido esses acertos por acaso.

Matemática é uma das áreas de maior impacto na nota final dos estudantes que buscam vagas em cursos concorridos como Medicina e Engenharias, portanto, dominar estratégias e conhecer os temas mais cobrados pode ser um diferencial significativo.

Fonte: g1.globo.com