© Valter Campanato/Agência Brasil
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Na última quarta-feira (4), o governo federal anunciou a publicação da Medida Provisória (MP) 1.399/2026, que define as alíquotas do Imposto Seletivo (IS), comumente conhecido como 'Imposto do Pecado'. Este novo tributo foi criado como parte da reforma tributária, visando a taxação de produtos e serviços que impactam negativamente a saúde e o meio ambiente.

Objetivos e Produtos Abrangidos

O Imposto Seletivo tem como principal função desestimular o consumo de bens e serviços prejudiciais. A tributação se aplicará a uma variedade de produtos, incluindo cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, veículos e atividades de apostas. Essa medida busca não apenas aumentar a arrecadação, mas também promover a saúde pública e a proteção ambiental.

Início da Cobrança e Alíquotas Temporárias

A implementação da cobrança está programada para fevereiro de 2027, com alíquotas temporárias que vigorarão até dezembro do mesmo ano. A partir de 2028, as alíquotas definitivas serão estabelecidas após discussões entre o governo e o Congresso Nacional. As taxas temporárias foram elaboradas com base nas atuais normas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Estrutura das Alíquotas

A MP detalha alíquotas específicas para cada categoria de produto. No caso dos cigarros, a tributação será de 66,7% sobre 15% do preço, além de uma taxa fixa de R$ 3,50 por vintena. Para as bebidas alcoólicas, as alíquotas variam de 2,6% para refrigerantes até 24% para bebidas destiladas, dependendo do teor alcoólico.

Tributação sobre Veículos

A tributação para veículos será diferenciada. Para carros de passeio, a alíquota-base é de 6,3%, podendo ser ajustada com base em critérios técnicos e ambientais. Isso inclui fatores como fonte de energia, eficiência energética e reciclabilidade. Veículos que atendem a padrões sustentáveis poderão ter suas alíquotas reduzidas, enquanto modelos menos eficientes poderão enfrentar aumentos.

Condições Especiais e Isenções

A MP também prevê situações em que a alíquota pode ser reduzida a zero, especialmente para determinados tipos de veículos e categorias de compradores, como pessoas com deficiência. Essas condições especiais visam facilitar o acesso a veículos para grupos específicos, garantindo uma maior inclusão social na mobilidade.

Conclusão

A implementação do Imposto Seletivo representa uma mudança significativa na tributação de produtos considerados prejudiciais. Com alíquotas que variam conforme a categoria e características dos produtos, o governo busca não apenas aumentar a arrecadação, mas também incentivar escolhas mais saudáveis e sustentáveis por parte dos consumidores. A expectativa é que as discussões futuras sobre as alíquotas definitivas reflitam as necessidades da sociedade e promovam um equilíbrio entre arrecadação fiscal e saúde pública.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br