© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Apesar do apoio reduzido em comparação a anos anteriores, Cuba celebrou a recente aprovação da resolução da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que condena o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos. Com 130 votos favoráveis, a decisão foi comemorada pelo embaixador cubano no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, como uma vitória importante para a ilha que enfrenta as consequências desse embargo há mais de seis décadas.

O Contexto da Votação na ONU

A votação ocorrida em 29 de outubro apresentou um cenário desfavorável para Cuba, refletindo o apoio mais baixo em 30 anos. Além dos 130 votos a favor, houve 17 votos contrários e 25 abstenções, com o Brasil se posicionando a favor da resolução. Historicamente, a votação tinha superado os 190 votos a favor em anos anteriores, mostrando uma queda significativa que pode ser atribuída à campanha do governo de Donald Trump, que incentivou aliados a se oporem à proposta.

Impactos do Bloqueio na População Cubana

O embaixador Palomo destacou o impacto humano devastador do bloqueio, ressaltando que a falta de acesso a medicamentos e recursos básicos resultou na morte de mais de 1.500 crianças em Cuba. Ele enfatizou que esses números não são meras estatísticas, mas vidas perdidas devido à política americana. De 2025 a 2026, a mortalidade infantil na ilha dobrou, um reflexo direto das dificuldades impostas pelo embargo.

Uma Questão Global

Palomo argumenta que o bloqueio a Cuba não é apenas uma questão local, mas um problema que afeta toda a comunidade internacional. Ele alertou que a atual situação pode servir como um precedente para outras nações que possam ser alvos das políticas econômicas dos EUA no futuro. O embaixador criticou a postura americana, que busca controlar os destinos da América Latina e do Caribe, observando que tais ações podem ter repercussões globais.

O Aumento das Sanções e Suas Consequências

Desde o retorno de Donald Trump ao poder, as sanções contra Cuba se intensificaram. Entre as diversas restrições, destacam-se as ameaças a países que comercializam petróleo com a ilha, resultando em períodos sem fornecimento de combustíveis e, consequentemente, em apagões prolongados. Essa situação compromete a produção de alimentos e a manutenção de serviços essenciais, afetando a qualidade de vida dos cubanos.

Desafios para a Economia Cubana

As sanções têm causado uma escalada nas dificuldades econômicas, refletindo-se na redução do turismo, setor vital para a economia cubana. O fechamento de empresas estrangeiras e a saída de instituições financeiras como a Visa aumentaram ainda mais a precariedade econômica da ilha. O embaixador Palomo mencionou que mais de 7 mil contêineres de produtos adquiridos por Cuba estão retidos em portos internacionais devido ao medo de represálias das autoridades americanas.

Considerações Finais

A recente aprovação da resolução na ONU, embora marcando um declínio no apoio internacional, representa um momento significativo de solidariedade em um cenário de crescente pressão política e econômica. O embaixador cubano, ao falar sobre os efeitos do bloqueio, não apenas pediu apoio global, mas também chamou atenção para a necessidade de uma maior compreensão sobre as implicações do embargo, que se estendem além das fronteiras de Cuba, afetando a dinâmica geopolítica e as relações internacionais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br