© Paulo Pinto/Agência Brasil
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Na noite de segunda-feira, 19 de setembro, centenas de manifestantes se reuniram em frente às sedes da Meta e do Google, localizadas na zona oeste de São Paulo. O ato, organizado por diversas entidades e movimentos sociais, teve como lema 'Meta, não se meta', e buscou chamar a atenção para questões de censura e falta de neutralidade nas plataformas digitais.

Demandas dos Manifestantes

Os participantes do protesto levantaram preocupações sobre a censura enfrentada por ativistas nas redes sociais, assim como a falta de imparcialidade na mediação de conteúdos. De acordo com a programadora Veronica Gimenez, uma das organizadoras do evento pela ONG TravaHacker, é fundamental que a Meta adote uma postura mais transparente e permita que a população monitore suas ações. 'Precisamos de relatórios sobre o que eles estão fazendo', afirmou.

Críticas à Presença de Grandes Empresas de Dados

Durante o ato, também foram abordadas questões relacionadas à soberania digital e à influência das grandes empresas de tecnologia na governança pública. Os manifestantes criticaram a maneira como essas corporações, motivadas pelo lucro, podem comprometer o debate democrático e abusar de seu poder.

Denúncias sobre Discriminação e Algoritmos

Outro ponto destacado foi a falta de proteção para grupos minoritários e a promoção de discursos de ódio através dos algoritmos das redes sociais. Muitos presentes enfatizaram que o impulsionamento de conteúdos tende a favorecer a direita, evidenciando uma desigualdade nas plataformas. O ativista Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP, compartilhou sua experiência pessoal, relatando que, mesmo com uma ordem judicial a seu favor, sua conta continua banida há 11 meses.

A Reação do TSE às Queixas

Na semana anterior ao protesto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a Meta prestasse esclarecimentos sobre a alegação de que seus conteúdos estariam sendo desfavorecidos em relação aos de seus adversários. O ministro Marco Aurélio Bellizze estipulou um prazo de 24 horas para que a empresa comprovasse a adoção de medidas que garantissem isonomia na distribuição de conteúdos políticos.

Resposta da Meta

A Meta se manifestou por meio de uma nota oficial, na qual atribuiu os problemas de geração de conteúdo e acesso a comunidades a um excesso de regras eleitorais e à demora do processo de checagem. A empresa reafirmou seu compromisso com a integridade das eleições e a necessidade de seguir as normas vigentes.

Considerações Finais

A manifestação em São Paulo evidencia a crescente insatisfação da sociedade civil com a atuação das plataformas digitais no contexto eleitoral. A demanda por maior transparência e justiça na mediação de conteúdos se torna cada vez mais urgente, à medida que as redes sociais desempenham um papel crucial nas democracias contemporâneas. A continuidade desse debate será fundamental para garantir um ambiente digital que respeite a diversidade e a pluralidade de vozes.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br