© Myke Sena/DPU
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Na última sexta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou três projetos de lei que visam criar e reestruturar fundos destinados a instituições do Poder Judiciário. Essas medidas têm como objetivo principal o fortalecimento da atuação da Justiça Federal, do Ministério Público da União (MPU) e da Defensoria Pública da União (DPU) em todo o Brasil.

A Celebração da Sancão no Palácio do Planalto

Durante a cerimônia realizada no Palácio do Planalto, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, destacou a importância desses novos fundos para levar a justiça a áreas mais distantes e atender cidadãos em situações vulneráveis. Segundo Fachin, essa é uma iniciativa que valoriza as demandas legítimas da população, especialmente aquelas localizadas em regiões remotas.

Compromisso com a Credibilidade das Instituições

Lula manifestou sua preocupação em preservar a credibilidade das instituições públicas, fundamentais para o funcionamento do sistema democrático. Ele enfatizou que a solidez das instituições é essencial para evitar que a democracia se torne vulnerável. O presidente ressaltou que a proteção e o fortalecimento do sistema de Justiça são críticos para a manutenção da democracia no Brasil.

Perspectivas para uma Nova Reforma do Judiciário

O presidente também sinalizou a intenção do governo de promover um debate amplo sobre uma nova reforma institucional que busque modernizar ainda mais o Judiciário. Ele fez referência à Emenda Constitucional nº 45/2004, que introduziu mudanças significativas para tornar a Justiça mais eficiente e organizada, entre elas a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Mudanças nas Taxas de Custas Judiciais

As leis sancionadas também trouxeram atualizações nas normas referentes às taxas de custas da Justiça Federal. A nova legislação estabelece alíquotas que variam entre 2% e 3% sobre o valor da causa, além de novos limites mínimos e máximos, que vão de R$ 193,20 a R$ 107.332,80. Anteriormente, a taxa era fixada em 1% do valor da causa, com um teto de R$ 1.915,38.

Apoio para os Hipossuficientes

A nova legislação também traz melhorias significativas para aqueles que não têm condições financeiras de arcar com as custas processuais. Pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil terão presunção de hipossuficiência, facilitando o acesso à gratuidade da Justiça. Essa medida é um reconhecimento da necessidade de ampliação do acesso ao sistema judiciário.

Reações das Autoridades Judiciais

A presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), juíza Ana Lya Ferraz da Gama Ferreira, destacou que, por mais de duas décadas, as causas na Justiça Federal não refletiram as realidades econômicas do país. Ela acredita que a nova estrutura fiscal permitirá que a Justiça se aproxime das comunidades mais afastadas e que pessoas em situação de vulnerabilidade social possam ser atendidas de forma mais eficaz.

Fundos para Modernização e Capilaridade do Judiciário

Os novos fundos criados têm caráter contábil e permitirão que as instituições judiciárias recebam recursos provenientes de custas judiciais e taxas. Esses montantes serão direcionados para melhorias nas atividades dos órgãos, incluindo modernização, infraestrutura e capacitação. O Fundo Especial da Justiça Federal (Fejufe) e o Fundo Especial do Superior Tribunal de Justiça (Festj) são exemplos de como os recursos podem ser utilizados para aprimorar os serviços prestados à sociedade.

Conclusão: O Caminho para um Sistema de Justiça Mais Eficiente

A sanção das novas leis representa um passo importante na busca por um sistema de Justiça mais acessível e eficiente no Brasil. Com a reestruturação dos fundos e a atualização das custas judiciais, o governo federal demonstra um compromisso com a melhoria contínua das instituições, garantindo que o acesso à Justiça seja uma realidade para todos os cidadãos, independentemente de sua localização ou condição financeira.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br