© Tomaz Silva/Agência Brasil
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Os casos de infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que afetam principalmente crianças com até 2 anos de idade, estão em declínio na maior parte do Brasil. Essa informação foi divulgada no Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira, 16 de outubro. O VSR é uma das principais causas de bronquiolite em crianças pequenas, o que torna sua monitorização essencial.

Redução de Casos e Hospitalizações

Os dados analisados por faixa etária indicam que a queda nas hospitalizações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em crianças de até 4 anos é um fator crucial para a diminuição geral dos casos. No entanto, a situação ainda é preocupante em alguns estados, onde a incidência se mantém elevada. Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão entre as regiões que apresentam níveis de alerta ou risco elevado.

Impacto em Outras Faixas Etárias

Além das crianças, a queda de casos é observada entre jovens, adultos e idosos, sendo atribuída principalmente à redução das hospitalizações por influenza A. Para as crianças na faixa de 5 a 14 anos, a diminuição se deve, em grande parte, à queda nos casos graves relacionados ao rinovírus.

Medidas de Prevenção Recomendas

O InfoGripe enfatiza a importância de manter boas práticas de higiene respiratória. Isso inclui ações como lavar as mãos com frequência, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, e isolar-se em caso de sintomas de gripe ou resfriado. Caso não seja possível evitar sair de casa, o uso de máscara é altamente recomendado. Além disso, a manutenção da vacinação em dia é considerada fundamental para proteger a população.

Análise de Incidência e Mortalidade

A análise da Fiocruz também revela que a incidência e a mortalidade médias nas últimas oito semanas epidemiológicas mostram um padrão característico, com maior impacto nas faixas etárias extremas. Enquanto as crianças de até 2 anos enfrentam a maior incidência de SRAG, a mortalidade é mais pronunciada entre os idosos, com 65 anos ou mais. Essa diferença é significativa, pois a SRAG em crianças está frequentemente associada ao VSR, enquanto a mortalidade em idosos é majoritariamente atribuída ao vírus influenza A.

Dados Epidemiológicos Recentes

Até o momento, em 2026, foram notificados 115.203 casos de SRAG, dos quais 52,3% apresentaram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 20,8% foram identificados como influenza A, 4,5% como influenza B, 40,2% como VSR, 30,2% como rinovírus e 4,5% como Sars-CoV-2, o agente causador da Covid-19.

Considerações Finais

A redução na incidência de VSR é um sinal positivo, mas ainda requer vigilância contínua, especialmente em regiões mais afetadas. A adoção de medidas preventivas e a atualização da vacinação são estratégias cruciais para proteger as populações mais vulneráveis, garantindo assim que a queda nos casos de SRAG possa ser mantida.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br