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A ministra do Planejamento e pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), manifestou veemente desaprovação nesta sexta-feira (27) à declaração do prefeito paulistano, Ricardo Nunes (MDB), que a havia classificado como uma 'marionete do Lula'. A reação de Tebet, proferida durante o ato de sua filiação oficial ao PSB, foi marcada pela defesa da autonomia feminina na política e por uma forte crítica ao que considerou uma postura 'agressiva' e 'deselegante'.

A Provocação de Ricardo Nunes

A polêmica teve início na semana anterior, quando o prefeito Ricardo Nunes foi questionado sobre a transição partidária de Simone Tebet, que, após três décadas no MDB, decidiu filiar-se ao PSB para disputar uma vaga no Senado por São Paulo. Em sua resposta, Nunes expressou surpresa, afirmando: 'Nunca imaginei que uma pessoa da envergadura dela aceitaria ser marionete de Lula aqui.' Ele ainda comparou a situação de Tebet, com raízes políticas no Mato Grosso do Sul, à de Tarcísio de Freitas, que, segundo Nunes, não tinha raízes fixas mas uma trajetória de serviço em diversas regiões do país.

A Contundente Resposta de Simone Tebet

Em sua réplica, Simone Tebet rechaçou a insinuação do prefeito com veemência, declarando que 'tá pra nascer o homem que vai me direcionar e fazer de mim uma marionete'. Ela afirmou que aceita um pedido do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin para ser candidata ao Senado em São Paulo, mas jamais toleraria ser considerada uma 'marionete', classificando a fala de Nunes como uma ofensa e uma atitude 'absolutamente deselegante com todas as mulheres brasileiras'.

A ministra questionou abertamente se Nunes teria a 'coragem' de fazer o mesmo comentário caso se dirigisse a um homem, insinuando um comportamento machista. Tebet fez um apelo por uma conduta política mais respeitosa, destacando que essa não é a forma adequada de debater ideias. Apesar do embate, ela fez questão de reafirmar o 'enorme carinho' que nutre pelo prefeito, ressaltando a separação entre as divergências políticas e o respeito pessoal.

Os Laços de Simone Tebet com São Paulo

Frequentemente questionada sobre sua ligação com o estado de São Paulo, Simone Tebet já havia justificado sua pré-candidatura ao Senado destacando profundos vínculos pessoais e profissionais. Ela ressaltou ter estudado na capital paulista, onde também suas filhas residem e estudam. Além disso, a ministra mencionou que sua família possui empresas ligadas ao agronegócio no estado e que foi em São Paulo que realizou seu mestrado, obtendo significativa projeção política. Para Tebet, a política é uma 'missão', e sua disputa eleitoral em São Paulo é um processo de grande importância para o Brasil.

Nova Filiação e o Cenário Político-Eleitoral

A filiação de Simone Tebet ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) foi formalizada em um evento na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), marcando sua saída do MDB após quase 30 anos. O ato contou com a presença de diversas lideranças políticas, incluindo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), o ministro Márcio França (Empreendedorismo), além de líderes do partido como Tabata Amaral, presidente do PSB paulistano.

A presidente do PSB paulistano, Tabata Amaral, expressou o entusiasmo do partido com a chegada de Tebet, elogiando sua 'coragem e compromisso democrático' e seu papel em 'salvar a democracia em 2022', ao lado de Alckmin. A filiação de Tebet reafirma seu alinhamento com a chapa de Lula e Fernando Haddad, posicionando-a no campo oposto ao de Ricardo Nunes, que declarou apoio a Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro para as próximas eleições, reconfigurando alianças que se mostraram diferentes na disputa presidencial de 2022, quando Tebet e Nunes estiveram do mesmo lado.

Implicações e Desafios para as Próximas Eleições

O embate entre Simone Tebet e Ricardo Nunes transcende a esfera pessoal, revelando as tensões e os novos alinhamentos que se desenham no panorama político de São Paulo e do Brasil. A firmeza da ministra ao rebater a pecha de 'marionete' e ao levantar a questão do machismo na política destaca a relevância do debate sobre representatividade e respeito de gênero nos pleitos eleitorais. Sua entrada no PSB para disputar o Senado adiciona uma figura de peso ao cenário paulista, prometendo uma campanha vibrante e polarizada, com implicações significativas para a composição do legislativo e o equilíbrio de forças no próximo ciclo político.

Fonte: https://g1.globo.com

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