© Gabriela Puchineli/Divulgação 
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Pela primeira vez, o artista Caru Brandi, gaúcho transmasculino não-binário, realiza uma exposição individual no Rio de Janeiro. Esse feito é relevante por trazer visibilidade à cultura trans, segundo o próprio artista, que destaca o impacto do seu trabalho e do de seus colegas nessa área.

Cultura Trans em Destaque

A exposição intitulada "Fabulações Transviadas de Caru Brandi" pode ser apreciada até 22 de abril no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan) localizado no Catete, zona sul da cidade, marcando o início do calendário de 2026 do programa Sala do Artista Popular (SAP).

Significado da Exposição

Caru Brandi expressa sua alegria em contribuir para a abertura de novos caminhos, sendo a primeira pessoa trans a expor nesse espaço. Ele destaca a importância dessa conquista para a comunidade trans, esperando que outras instituições no Rio de Janeiro sigam esse exemplo.

Obras em Exibição

A exposição apresenta obras do acervo do artista, incluindo peças criadas especificamente para a Sala do Artista Popular. Entre cerâmicas e pinturas, Caru retrata de maneira lúdica e crítica a transição de gênero, todas disponíveis para venda. As visitas estão abertas de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, e sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h, com entrada gratuita.

Jornada Artística de Caru Brandi

Inicialmente envolvido com a arte da tatuagem, Caru Brandi viu sua expressão artística evoluir em paralelo a sua transição de gênero. Durante a pandemia, ele concluiu a faculdade de Direito, mas redirecionou sua carreira para as Artes Visuais, buscando se profissionalizar e atuar como arte-educador.

Atividades Complementares

Antes da inauguração da exposição, Caru Brandi conduziu a oficina "Imaginários do Barro", proporcionando uma experiência na escultura em cerâmica. Durante a abertura, os visitantes desfrutaram de performances que exploraram a cultura ballroom, destacando a resistência e potência desse movimento.

Artistas Envolvidos

Os artistas Maru e Kayodê Andrade participaram ativamente da abertura, trazendo a energia da cultura ballroom para o evento. Ambos transmasculinos, eles atuam como modelos, atletas, artistas e ativistas, promovendo a representatividade e a diversidade em suas comunidades.

Reflexões Finais

Caru Brandi destaca a importância de sua exposição como uma ação educativa, buscando mostrar a diversidade de formas de ser trans. Ele ressalta a necessidade de ampliar a visibilidade e compreensão sobre a existência de pessoas transmasculinas e não binárias, promovendo a inclusão e a representatividade em seu trabalho artístico.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br