Policiais civis do Amazonas prenderam 13 pessoas suspeitas de participar de um esquema de tráfico de drogas organizado pelo Comando Vermelho. A operação Erga Omnes descobriu que o grupo contava com a colaboração de ocupantes de cargos públicos nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. As investigações revelaram que os suspeitos movimentaram cerca de R$70 milhões desde 2018, utilizando empresas de fachada para lavar o dinheiro obtido com atividades criminosas.
Agentes públicos envolvidos no esquema
Entre os alvos da operação está Anabela Cardoso Freitas, investigadora da Polícia Civil cedida para a Casa Civil municipal. Anabela ocupava o cargo de assessora técnica e já chefiou o gabinete do prefeito, David Almeida. O auxiliar judiciário do Tribunal de Justiça do Amazonas, Izaldir Moreno Barros, também foi alvo da ação policial.
Tanto a prefeitura quanto o Tribunal de Justiça do Amazonas emitiram notas reforçando compromisso com a legalidade e transparência, garantindo que qualquer servidor investigado responderá individualmente por seus atos.
Desdobramentos da operação
O delegado Marcelo Martins, responsável pelo 24º Distrito Integrado de Polícia, destacou que as investigações tiveram início em agosto de 2025. Os suspeitos são investigados por crimes como formação de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O esquema abrangia diversos estados, com servidores públicos facilitando as atividades criminosas dos traficantes.
Atuação dos agentes públicos
Os servidores públicos suspeitos facilitavam o trânsito da organização criminosa por diferentes instituições públicas, utilizando empresas de logística para distribuir drogas em todo o país. As empresas fantasmas criadas pelo grupo não apresentavam movimentações financeiras compatíveis com suas atividades, realizando transações apenas com traficantes e servidores públicos.
Além disso, igrejas evangélicas eram usadas para dificultar a identificação do grupo criminoso. Um dos líderes da organização se apresentava como evangélico e atuava em uma igreja em Manaus.