O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol pediu desculpas nesta sexta-feira (19), um dia após ser condenado à prisão perpétua por liderar uma insurreição. Yoon expressou arrependimento pelas 'dificuldades' causadas pelo decreto de lei marcial de 2024.
Condenação à prisão perpétua por insurreição
O ex-presidente foi considerado culpado por liderar uma insurreição na declaração de lei marcial, o que resultou em uma crise política no país. A promotoria solicitou pena de morte, argumentando a falta de 'remorso' por parte de Yoon, mas a Coreia do Sul não executa sentenças de morte desde 1997.
Alegações de Yoon e defesa
Durante o julgamento, Yoon defendeu que a declaração da lei marcial foi um exercício legal de sua autoridade presidencial para proteger a nação e a ordem constitucional. Sua defesa criticou a decisão como baseada em um 'roteiro pré-escrito' e afirmou que irá considerar recorrer.
Outras condenações e detalhes do caso
Além da prisão perpétua por insurreição, Yoon foi condenado a cinco anos de prisão por crimes relacionados à obstrução da justiça. Ele enfrenta um total de oito julgamentos criminais na Coreia do Sul. O juiz considerou a culpabilidade do ex-presidente como 'extremamente grave'.
Resistência e desfecho
Antes de ser preso, Yoon resistiu semanas em sua residência, protegido pela guarda presidencial. O ex-presidente foi destituído do cargo após tentativa de golpe com a imposição da lei marcial. Sua defesa pretende recorrer da sentença.
Relembre o caso e desdobramentos
O decreto da lei marcial em 2024 resultou na acusação de insurreição contra Yoon, que se tornou o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser detido. Mesmo após a condenação à prisão perpétua, sua defesa planeja recorrer da decisão.
Fonte: https://g1.globo.com