© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A lama do manguezal do Rio Capiberibe, no Recife, e do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, se unirão no desfile da Grande Rio sobre o movimento Manguebeat. O carnavalesco Antônio Gonzaga destaca a conexão entre o ritmo pernambucano e a escola da Baixada Fluminense, ressaltando a transformação social em suas regiões.

O Movimento Manguebeat e sua Influência Cultural

Nos anos 1990, a biodiversidade do manguezal inspirou músicos de Recife a criar o movimento Manguebeat, fundindo diferentes estilos musicais. Isso influenciou bandas como Mundo Livre S/A e Chico Science & Nação Zumbi, que mudaram a cena cultural da cidade, destacando a resistência e criatividade das periferias.

Inspiração para o Enredo

O carnavalesco da Grande Rio, Antônio Gonzaga, inspirou-se em conversas com seu pai, Renato Lemos, autor de um livro sobre o Carnaval e fã do Manguebeat. A conexão geográfica entre Duque de Caxias e Recife contribuiu para a escolha do enredo, que busca destacar os movimentos de periferia.

Preparativos para o Desfile

A escola de samba Acadêmicos do Grande Rio terá seis setores, cinco carros alegóricos e três tripés representando a capital pernambucana. Personalidades recifenses estarão presentes no desfile, que promete ser colorido e competitivo em busca do bicampeonato.

Ritmos e Cultura na Avenida

A bateria da Grande Rio, comandada por Mestre Fafá, promete uma apresentação inspirada no Manguebeat, com referências ao frevo e maracatu. O arranjo musical seguirá as inovações de Chico Science, trazendo alegria e bossa para a Sapucaí.

Identidade Cultural nas Margens do Rio

A letra do samba enredo destaca a identificação cultural entre os habitantes dos manguezais de Recife e as comunidades da baixada fluminense, ressaltando a essência do Manguebeat. A bateria reforçará essa conexão, representando a união entre as margens sociais e culturais das regiões.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br