G1
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O carioca Rafael Cosme, aos 41 anos, dedica-se há oito anos a percorrer feiras de antiguidades em busca de negativos, slides, cromos e fotografias de brasileiros anônimos. Essas imagens, capturadas por amadores em um tempo em que fotografar não era tão comum como nos dias atuais, resgatam momentos do cotidiano do Brasil do final do século 19 até o surgimento da fotografia digital.

A arte de resgatar o cotidiano do Brasil através de fotos amadoras

Rafael Cosme, graduado em jornalismo e cinema, inicialmente buscava compreender a história do Rio de Janeiro por meio de personagens populares. Porém, ao deparar-se com uma caixa de Kodachrome contendo belos retratos dos anos 1950, seu interesse por fotografias antigas foi despertado. A partir desse momento, ele mergulhou no universo da 'arqueologia de fotos antigas', como ele mesmo denomina seu trabalho de resgate de fotografia vernacular.

O valor subjetivo das fotografias antigas

Cosme destaca que muitas das fotografias que adquire eram consideradas lixo por outras pessoas antes de seu resgate. Ele frequenta feiras de antiguidades no Rio e em São Paulo, além de vasculhar antiquários e receber mensagens de catadores que encontram negativos no lixo. Para ele, o valor dessas imagens é extremamente subjetivo, variando de poucos reais a mais de mil em um único conjunto.

A importância do trabalho de resgate de imagens

Cosme adquiriu um escâner para digitalizar os negativos e organizar as imagens de forma detalhada em seu ateliê no centro do Rio. Ele se preocupa em registrar informações como datas, nomes e detalhes técnicos, além de realizar a ampliação digital das fotos. Dessa forma, consegue reunir narrativas e histórias específicas, como as cenas de banhistas na praia do Flamengo e os salva-vidas de Copacabana nos anos 1950.

A riqueza das imagens resgatadas

Dentre as fotografias encontradas por Cosme, destacam-se sequências como a do Réveillon de 1977, que retrata desde um bolo com velas até a comemoração na praia. Além disso, não faltam registros do Carnaval, pois, em uma época onde fotografar era mais difícil e caro, as famílias optavam por eternizar os momentos festivos, como as coloridas celebrações carnavalescas.

Fonte: https://g1.globo.com