A percepção do governo Lula sobre o comportamento da Casa Branca nas eleições brasileiras sofreu uma mudança significativa. Diplomatas agora acreditam que, devido à estabilidade na relação entre Lula e Donald Trump, não haverá tentativas de interferência no processo eleitoral ou apoio explícito a um candidato de direita.
Relação pessoal entre os presidentes
A relação pessoal entre Lula e Trump tem sido fundamental nesse cenário. A forma cortês e até carinhosa com que o presidente americano tem tratado o petista tem contribuído para reduzir o risco de interferência externa no processo eleitoral brasileiro. Diplomatas consideram essa boa relação como um fator de blindagem contra pressões internas e externas para favorecer uma candidatura de direita.
Zonas de influência
Em dezembro, o Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou uma nova doutrina de segurança nacional que estabelece um mundo organizado por zonas de influência, com a América Latina subordinada aos interesses de Washington. Diante disso, os EUA se atribuem o direito de interferir em processos internos de países em sua área de influência. Essa configuração preocupa os diplomatas brasileiros, que reconhecem a volatilidade dessa relação bilateral.
Estratégias do governo brasileiro
O governo brasileiro está focado em manter a proximidade com a Casa Branca como uma forma de se proteger de possíveis movimentos da oposição bolsonarista. A diplomacia brasileira busca tirar do papel ações de cooperação com os EUA no combate ao crime organizado, enfatizando a importância desse tema devido ao cenário eleitoral. Com a segurança pública sendo um debate central nas eleições, o governo procura neutralizar possíveis ações da oposição, em especial do grupo ligado ao senador Flávio Bolsonaro, provável candidato de direita.
Fonte: https://g1.globo.com