O carnaval do Rio é conhecido por sua alegria, beleza, criatividade, emoção e diversidade. Mas além disso, é um espaço de inclusão. Os blocos de saúde mental têm ganhado destaque na cidade, ocupando diferentes regiões e reunindo usuários da rede de atenção psicossocial, familiares, profissionais de saúde e a comunidade local.
Conscientização e Combate ao Estigma
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio), esses blocos representam uma forma de conscientização e combate aos estigmas e preconceitos relacionados à saúde mental. A maior festa popular do país se torna também um lugar de diálogo e inclusão.
Espaços de Expressão e Cuidado
Os blocos não são apenas festivos, mas também funcionam como espaços de expressão, pertencimento e cidadania. Oferecem oficinas de música, fantasia, artesanato e percussão ao longo do ano, estimulando a arte e o diálogo sobre inclusão social e respeito às diferenças.
Zona Mental: Reintegração Social Através da Arte
O Zona Mental é um dos blocos mais recentes da saúde mental, criado em 2015 na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Seu objetivo é promover a reintegração social de pacientes por meio da música, arte e carnaval. O desfile anual acontece desde 2017, reunindo usuários, familiares, profissionais de saúde e artistas locais.
Tá Pirando, Pirado, Pirou!: Comemoração da Lei Antimanicomial
O bloco Tá Pirando, Pirado, Pirou! celebra os 25 anos da Lei Antimanicomial no Brasil, comemorando também seus 21 anos de existência. O desfile está marcado para o dia 8 de fevereiro na Urca, homenageando o psiquiatra italiano Franco Basaglia, figura importante para a reforma psiquiátrica brasileira.