Durante a operação "Falsas Promessas 3" no carnaval de Salvador, a Polícia Civil utilizou um camarote interditado como ponto estratégico de observação no circuito da festa. O espaço, localizado na Avenida Oceânica, na Barra, foi ocupado após autorização judicial no sábado (14), pertencente a um homem investigado por lavagem de dinheiro.
Investigações revelam esquema ilegal no camarote
O camarote interditado era utilizado para ocultação e dissimulação de recursos provenientes da exploração ilegal de rifas realizadas pela internet, conforme as investigações do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco). O homem proprietário do local foi preso por posse de arma de fogo e munições de uso restrito durante a operação.
Apreensões durante a operação policial
Durante a ação policial no camarote, foram apreendidos diversos itens, incluindo R$ 130 mil em espécie, dez veículos – incluindo uma Lamborghini avaliada em R$ 2,5 milhões, duas SW4 blindadas com estrobos e sirenes, entre outros. Além disso, um avião avaliado em mais de R$ 10 milhões foi apreendido em um hangar.
Prisões e desdobramentos da operação
A prisão em flagrante do dono do camarote foi convertida em preventiva, e seu advogado também foi alvo de busca e apreensão por tentativa de obstrução da investigação. No total, a operação resultou em mandados cumpridos contra 13 investigados em diversas cidades, além de bloquear cerca de R$ 230 milhões em bens e valores.
Conclusão
A transformação do camarote interditado em ponto estratégico de observação durante o carnaval de Salvador revelou um esquema ilegal de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos. As apreensões realizadas durante a operação demonstraram a magnitude do caso, com itens de alto valor confiscados. Os desdobramentos da investigação e as prisões realizadas sinalizam para a continuidade das ações da Polícia Civil no combate à corrupção e crimes financeiros no estado da Bahia.
Fonte: https://g1.globo.com